Cirurgia Vascular · Curitiba

CLaCS em Curitiba: laser transdérmico com escleroterapia

CLaCS é a sigla para Cryo-Laser and Cryo-Sclerotherapy, uma técnica que combina, na mesma sessão, o laser transdérmico aplicado sobre a pele e a escleroterapia injetada dentro do vaso, com resfriamento contínuo da região tratada. A associação das duas tecnologias amplia o alcance do tratamento: o laser age nos vasos mais finos e superficiais, difíceis de puncionar com agulha, enquanto a escleroterapia trata as veias nutridoras que alimentam esses vasinhos e são a razão pela qual eles reaparecem.

Dra. Giovanna Guarinello ao lado do equipamento de laser utilizado no tratamento CLaCS

O que é o CLaCS

O CLaCS reúne três elementos em uma única sessão: laser transdérmico, escleroterapia e crioanalgesia. O laser é aplicado por fora da pele e sua energia é absorvida pela hemoglobina dentro do vaso, provocando o fechamento da telangiectasia sem qualquer corte. Em seguida, ou de forma alternada, a escleroterapia introduz um agente esclerosante nas veias reticulares que nutrem aquela rede de vasinhos, tratando também a origem do problema.

A crioanalgesia é o terceiro componente: um fluxo contínuo de ar frio resfria a pele durante toda a aplicação. Isso protege a superfície cutânea do calor do laser, reduz o risco de queimadura e diminui bastante o desconforto, tornando a sessão bem tolerada mesmo em áreas mais sensíveis.

Em muitos protocolos, o mapeamento é feito com um equipamento de realidade aumentada, que projeta sobre a pele a imagem das veias que estão logo abaixo da superfície. Enxergar essa rede permite tratar as veias nutridoras que a olho nu passariam despercebidas — justamente aquelas que fazem os vasinhos voltarem pouco tempo depois de um tratamento isolado.

Para quem é indicado

O CLaCS é especialmente útil quando o incômodo principal são os vasinhos: telangiectasias finas, avermelhadas ou azuladas, aquelas redes espalhadas nas coxas, atrás dos joelhos ou nas laterais das pernas. Também é uma boa alternativa para quem já fez sessões de escleroterapia isolada e viu os vasos retornarem.

  • Vasinhos finos, resistentes ou muito superficiais, difíceis de puncionar
  • Telangiectasias em áreas sensíveis, como a face interna das coxas e a região dos joelhos
  • Recidiva de vasinhos após escleroterapia isolada
  • Pacientes com incômodo predominantemente estético, sem varizes calibrosas
  • Casos em que o mapeamento mostra veias nutridoras alimentando a rede de vasinhos
  • Complemento estético após o tratamento das veias maiores

Como é feita a sessão

Toda sessão começa pela avaliação. Quando existe suspeita de refluxo em veias maiores, o ecodoppler venoso é realizado antes: tratar vasinhos sem corrigir uma safena doente costuma levar à recidiva precoce, e essa ordem não muda no CLaCS.

Na sessão, a perna é higienizada e o mapeamento identifica os vasos a tratar. O laser transdérmico é aplicado em disparos sobre a pele, sempre com o resfriamento ativo, e a escleroterapia é feita com agulhas muito finas nas veias reticulares. A duração média é de 30 a 60 minutos por sessão, conforme a extensão da área.

O número de sessões varia de acordo com a quantidade de vasos, o calibre e a resposta individual. É comum que sejam necessárias algumas sessões espaçadas por semanas, e o resultado é progressivo: os vasos tratados clareiam e desaparecem ao longo das semanas seguintes, não imediatamente após a aplicação.

Recuperação e cuidados

O CLaCS é ambulatorial e não exige afastamento das atividades. Você sai caminhando e retoma a rotina no mesmo dia, com orientações simples. Caminhar é estimulado; treinos de alta intensidade e exposição ao calor intenso costumam ser suspensos por alguns dias.

É esperado observar vermelhidão, leve inchaço e pequenas crostas nos pontos tratados nos primeiros dias, além de eventuais hematomas nas áreas de escleroterapia. A meia de compressão pode ser indicada por um período determinado, conforme o caso.

A proteção solar rigorosa na área tratada é o cuidado mais importante: exposição ao sol enquanto a pele está reagindo aumenta o risco de manchas escuras. Após a sequência de sessões, o acompanhamento periódico permite tratar novos vasos assim que surgirem, mantendo o resultado ao longo do tempo.

Dúvidas frequentes

O CLaCS dói?+

O resfriamento contínuo da pele torna a sessão bem tolerada. A sensação mais relatada é de picadas rápidas e calor momentâneo, com desconforto considerado leve pela maioria das pacientes.

Quantas sessões são necessárias?+

Depende da quantidade e do calibre dos vasos e da resposta individual. O número estimado de sessões é definido na avaliação, e o resultado aparece de forma progressiva entre as sessões.

Qual a diferença entre CLaCS e escleroterapia comum?+

A escleroterapia isolada trata o vaso por dentro, com agulha. O CLaCS associa o laser transdérmico, que alcança vasos finos demais para serem puncionados, e trata também as veias nutridoras identificadas no mapeamento.

Posso fazer CLaCS no verão?+

É possível, desde que haja compromisso com a proteção solar rigorosa e com a redução da exposição ao sol na área tratada durante o período de cicatrização, para evitar manchas.

Dra. Giovanna Guarinello · CRM/PR 33308 · RQE 24766

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